Caçar seres humanos por diversão foi explorado pelo cinema americano diversas vezes. Até aà não há novidade. O descaso com a vida do povo é tema recorrente. Basta ver como governantes se curvam para os gringos, permitindo que mineradoras, indústrias eólicas e outras grandes corporações destruam comunidades tradicionais quilombolas , de fundo e fecho de pasto, indÃgenas e o meio ambiente. A submissão de polÃticos, envolta em falsas promessas de progresso e movida à corrupção, serve para enriquecer clãs dominantes e iludir os mais carentes. O filme reforça estereótipos do Nordeste violento, atrasado, seco e miserável. Há referência ao cangaço - os gringos são decapitados assim como Lampião e boa parte de seu bando - ao abandono da Igreja, voltada para atender os poderosos e à indústria da seca. É uma pelÃcula sobre um sertão
datado, sem levar em conta as mudanças pelas quais a região passou nos últimos anos. O "progresso" fica por conta das modernas armas dos gringos assassinos e dos celulares que chegaram nos povoados mais distantes. Filme feito para ganhar prêmio com a miséria. Não é esquisito, não é diferente. É uma espécie de Mad Max tupiniquim. O que salva é a trilha sonora e a participação de Sônia Braga. Quem discordar, por favor, bata-me uma garapa.