O filme começa de forma confusa, com quase meia hora apenas de créditos e nomes de produção, o que já torna a experiência cansativa. A narrativa em si é bastante caótica: a trama mistura elementos que parecem delÃrios, realidade e fantasia, deixando dúvidas sobre o que de fato está acontecendo.
A história gira em torno de um astro da música, mas não fica claro se ele realmente é sequestrado por uma fã ou se tudo não passa de algo imaginário, uma representação do que um artista vive no auge da fama. Essa falta de clareza, somada ao excesso de experimentalismo, pode afastar boa parte do público.
Outro ponto negativo é o estilo de filmagem: a câmera em movimento constante, quase sempre em 360°, causa desconforto e até náusea em alguns momentos, tornando a experiência ainda mais difÃcil. A trama se arrasta entre cenas no camarim e o personagem principal amarrado, sem ritmo envolvente.
Há momentos chocantes e desconexos, como a fã colocando fogo em uma casa sem explicação, aparecendo de repente em shows, se aproximando do astro e, depois, partindo para a violência extrema. Essa sequência de acontecimentos, sem muita lógica, reforça o aspecto confuso e paranoico da obra.
Talvez profissionais da área de psicologia consigam encontrar algum sentido simbólico no enredo, mas para o público em geral, que espera ação, suspense ou até musicalidade, o resultado é frustrante.
No fim, Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes é um filme que beira o razoável para ruim. Assisti até o final apenas por curiosidade, mas não recomendo.