Decepcionante.
O primeiro filme, de 2010, traduziu bem o livro de Chico Xavier, tanto no roteiro quanto na produรงรฃo, o que gerou expectativa para o segundo filme. Me surpreendi com um roteiro cansativo, um uso da linguagem cinematogrรกfica meio amadora, acompanhada de efeitos visuais inferiores aos que eram produzidos nos anos 70. O filme peca em tudo: roteiro, produรงรฃo, atuaรงรฃo, oferecendo a participaรงรฃo do Andrรฉ Luiz, protagonista do primeiro filme, como coadjuvante, dando a impressรฃo que convidaram o ator Renato Prieto somente por etiqueta.
Um desserviรงo ร mensagem espรญrita, pois รฉ um filme que nรฃo prenderรก jamais um espectador que nรฃo tenha contato com a doutrina. Pelo contrรกrio, irรก reforรงar ainda mais uma imagem fantasiosa e conservadora do espiritismo, temperada com uma total ausรชncia de senso estรฉtico e falta de criatividade em narrar e traduzir uma mensagem.
Tudo isso pelo custo de 10 milhรตes de dรณlares, o que nรฃo deixa de levantar uma leve suspeita de "falhas morais", para usar um jargรฃo espรญrita, na produรงรฃo executiva de uma peรงa que parece ter sido feita contando moedas, pela sua entrega final.