O filme apresenta uma premissa interessante ao mostrar como a atitude relapsa do protagonista o leva ao Mercy, onde é julgado pela juíza Madoxx. Desde o início, ele sabe que não tem grandes chances de sair inocente, já que é considerado “pré-culpado” de algo que sequer compreende completamente. Ainda assim, não lhe resta alternativa senão usar as poucas ferramentas disponíveis para tentar provar uma inocência que parece inalcançável.
O personagem passa mais da metade do filme buscando evidências que o absolvam, enquanto o tempo corre contra ele e os resultados são quase inexistentes. Em determinado momento, a taxa de certeza sobre sua culpa chega a 98%, praticamente enterrando suas esperanças de sobreviver ao julgamento. A aflição, porém, começa a diminuir à medida que ele consegue reunir alguns indícios a seu favor, reduzindo lentamente o percentual de culpa — e, para quem já está no inferno, até o capeta vira aliado.
A trama é envolvente, e a atuação geral é convincente. A juíza Madoxx, uma IA, incorpora bem os clichês típicos desse tipo de narrativa, mas ainda assim se destaca como uma personagem eficaz e importante para o desfecho.
Pontos negativos:
A história apresenta alguns furos e exagera em certos momentos, mas nada que comprometa completamente a experiência. No geral, é um filme nota 4/5 — vale pelo entretenimento.