O que aconteceu com And Just Like That foi o mesmo que vimos em "Branca de Neve (2025)": Ao invés de se criar uma nova história do zero, a indústria do entretenimento televisivo, streaming e cinematográfico está passando por um vácuo criativo muito alto.
Assim, eles pegam um tÃtulo muito forte, de uma história que todos ou quase todos conheçam, e fazem uma nova versão, uma continuação, um live action....
O problema é que a única relação dessas novas obras com as originais é o titulo ou as personagens. Toda a história é alterada, à s custas do sucesso da história original, que já tem sua leva de fãs, que esperavam que, "no mÃnimo", as obras originais tivessem suas essências respeitadas.
Não foi o que aconteceu em And Just Like That. A série não se preocupa em contar trajetórias, como a original fazia, mas sim em acrescentar personagens rasos, antipáticos, cheios de si, donos da verdade e utilitaristas. Enquanto isso, a série dá para as personagens principais a alcunha de "velhas, retrógradas, ignorantes da nova ordem mundial", que suas vidas antes dos pronomes eram totalmente erradas, e que só agora elas vão aprender a serem pessoas melhores, pq esta geração é que sabe como ser melhor e é a que pode "apontar o dedo em sua cara" pra te dizer: "eu sou melhor do que você, sua velha cis rica".
E, para fechar com chave de ouro, a personagem principal, que poderia ser o ponto crucial para se questionar todas estas mudanças bruscas, abaixa a cabeça e aceita que toda sua vida anterior seja taxada como "criminosa". Porém, Carrie sempre foi a mais inescrupulosa e canalha da série original, se vitimizando quando era a culpada das situações, então, não fugiu muito da curva. Já era de se esperar que ela fosse a personagem mais insuportável da série, isso entre as protagonistas (porque a Che.... misericórdia)
Resumindo, And Just Like That é uma série que só tem em semelhança com Sex And The City as personagens, é uma série intolerante, pois trata que se você não sabe meu pronome, meu nome, meu gênero, você automaticamente é uma pessoa perigosa que precisa ser punida de alguma forma. Ou seja, é uma série cartilha, uma série polÃtica, que tenta depreciar aquela parte da população que mais consome este tipo de conteúdo.
Um tiro no pé.