Ao contrário da cinebiografia do Mussum, que foi feita de forma respeitosa e com momentos genuinamente bonitos, esse filme (que foi anunciado lá atrás e só agora viu a luz do dia) é um tremendo, como diria o Tim Maia, 446!
Pra quem, além da questão de nostalgia, chegou a se aprofundar na história dos Mamonas desde o surgimento do Utopia dentro do CECAP até a fatÃdica morte deles, esse longa é um tremendo desserviço em diversos aspectos, a começar pela ambientação que peca em detalhes da época que não deveriam passar batido.
Por questões de liberdade de roteiro, o fato de terem omitido personagens como o primeiro tecladista do Utopia e criado uma versão ficcional do Rick Bonadio com outro nome e dando entender que este já era um superprodutor musical, quando na realidade, o primeiro mega sucesso dele fora justamente o disco dos Mamonas, pega bem mal!
Ter perdido uma boa parte da duração do filme em mostrar que todas as mulheres que, nesta adaptação, se envolveram com o Dinho e o Samuel não passavam de interesseiras ao invés de focar em momentos chave da banda como a viagem pra L.A. pra mixar o disco no Enterprise e o discurso do Dinho no show do Thomeuzão totalmente family friendly (com o agravante de que o discurso foi reproduzido praticamente na Ãntegra do original) é um desrespeito gigante pra história deles.
Enfim, seria mais honesto que esse filme fosse um docudrama assim como o Por Toda a Minha Vida, feito pela Globo lá atrás do que essa bomba!