o meio do livro é a única parte interessante dele, e só causa curiosidade por alguns personagens pontuais, mas a escrita é extremamente rasa e medíocre com frases inspiradoras "coringas" para causar um ar de reflexão no leitor. o início e o final são extremamente fracos em questão de enredo e escrita. tudo é literal, nada é trabalhado nas palavras de fato. além disso, os primeiros capítulos dão a impressão de que a escritora quer tentar inovar com uma tentativa extremamente falha de imitar uma escrita clariciana em "a via crucis do corpo", querendo chocar com as cenas de sexo. sinceramente, o problema não habita no teor sexual das cenas ou ter cenas como tais no livro, mas sim na forma que elas são escritas de forma literal, sem sentido, repetidas vezes, em um livro que se propõe a ser tão "poético" e "arrebatador" quanto este.
por fim, não há nada nem ninguém que me convença que o final da história é bom, ou que é dessa forma por ser algo que "reflete a realidade brasileira". o final é nojento, tive a sensação de que as mulheres da história só existem para sofrer e oferecer perdão/alívio para o sofrimento do personagem masculino — sofrimento este que ele mesmo iniciou a todos — até que enfim acontece o final "feliz" entre vítimAS e agressor com a formação da família ideal.
esperava mais do livro pelo tanto que é aclamado, e diria que não vale nem a pena ler ou indicar a alguém. mas caso alguém ainda queira lê-lo, diria que vale a experiência apenas para que a pessoa possa identificar algo desse gênero para passar longe de algo igual a isto.