A grande beleza de Look Back está na maneira como lida com o luto. Não há discursos grandiosos, apenas o vazio e a inevitável pergunta: "E se?" Fujino se culpa, revisita momentos, refaz mentalmente escolhas que não podem mais ser mudadas. Mas, no fim, o que resta é a arte – um traço contínuo que sobrevive ao tempo, à dor e até à morte.
É um filme sobre seguir em frente sem esquecer. Sobre como as memórias de quem amamos continuam a viver em cada linha que desenhamos, em cada passo que damos. Triste, sim. Mas também incrivelmente bonito.