"Summer 1999. Nostradamus was wrong, but if the world had ended, if my life had ended during my summer vacation, I might have been happier."
Eu nem sei por onde começar a explicar o que senti assistindo esse filme. Foi como ser lentamente engolida por uma atmosfera sufocante, aquela mistura de frustração, abandono, dor calada, uma tristeza que não grita, mas pesa o tempo todo. A solidão retratada em cada cena não é só fÃsica, é existencial.
"Maybe I’m writing here because I wanna shout, ‘I’m here’!"
Mesmo sendo um filme de 2001, a sensação de estar perdido e ao mesmo tempo tentando se conectar na internet ainda ecoa como algo absurdamente atual. Aquela falsa liberdade que esconde uma prisão emocional. E quando o Philia, tão sincero e vulnerável, se revela estar se abrindo pro próprio monstro que o destruÃa... aquilo me desmontou de verdade. O plot do Blue Cat e Philia é um soco frio, cruel, silencioso, cheio de ironia. Eu ainda me pergunto(?) o Hoshino sabia que era o YÅ«ichi? Sabia que era ele o tempo todo? Porque se soubesse, isso faz tudo ser ainda mais brutal. Mas se não soubesse, então o que resta é uma tragédia ainda maior: duas almas em guerra, gritando por ajuda uma pra outra, sem nem perceber.