Trizno é um aprendiz treinado pelos magos mais poderosos de Izyncor.
Após o assassinato de seus tutores, Trizno rouba as armas lendárias do reino. A partir de então ele e seu grupo, Wird, precisam fugir dos magos de Elite que foram designados para os prender.
Certo dia, em um vilarejo distante da cidade central, Wird é cercado por um exército poderoso. Trizno vê apenas uma saída possível, realizar uma magia antiga, desconhecida por muitos e quase esquecida no tempo, a Diáspora.
Os efeitos dessa magia são mais inesperados do que seu uso, levando-os para outra dimensão, onde Trizno era esperado por pessoas que não faziam ideia do que estaria por vir. Longe de seu reino, o grupo treina para melhorar suas habilidades e o uso das armas eternais. Sabendo de novas informações, todos precisam se preparar para as escolhas que terão a fazer.
Agora, inseguro do caminho que precisa trilhar, Trizno precisa se conhecer novamente enquanto se prepara para uma batalha que vem crescendo antes mesmo de seu nascimento.
Adianto para aqueles que possam se interessar mais: não espere que Diáspora seja uma leitura leve. O autor introduz Izyncor, um mundo novo com histórias, leis, magias, culturas e povos mais velhos que sua própria existência. Sem desvalorizar sua obra, narra acontecimentos no presente e apresenta elementos essenciais do ambiente no plano de fundo, montando um cenário de fantasia completo.
A leitura, apesar de complexa, é fluída. Segue uma linha do tempo que faz sentido e, ao mostrar acontecimentos do passado, nos lembra das mudanças culturais notadas na passagem de tempo. Os personagens poderosos não pouparam demonstrações de sua magia e os diálogos acompanham a capacidade intelectual deles, o que faz com que hora damos boas risadas, e hora estamos tensos com certas revelações.
Como boa fã de alta fantasia, vejo em Diáspora um prato cheio para minha imaginação. Gostaria de saber mais sobre o mundo e sobre as pessoas nele, gostaria de entender cada pedaço de pergaminho perdido nesse tempo.
Acho importante ressaltar que existem cenas de violência em guerra, e em certas horas não sabemos direito se há um lado bom ou mal (talvez essa tenha sido a real intenção), e para as pessoas que só leem fantasia se tiver algum romance: acredito que esse não seja o foco da saga, existem casais, mas o romance presente em suas relações é apenas mencionado.