O filme tinha tudo pra quebrar tabus, e inserir a África como terreno fértil para tas de grandes produções.
Enaltecer a presença, força e representatividade da mulher africana foi muito bem feita, mas a falta de alusão ou apenas pequenas menções à religião africana foi algo que deixou muito a desejar, pois os reis antes das guerras se consultavam com oráculos, faziam oferendas aos orixás para uma vitória e um bom combate. Me surpreendeu muito não fazerem nenhuma menção à Oya/Iansã, Obá, Yemanjá, Nanã, Ewa ou Oxum, na cena que elas dançam antes da guerra poderiam ter muito bem aproveitado fazer uma dança Oya que é arrepiante pra quem vê como coreografia e ouve o toque dos atabaques.
Isso mostra que nossa fé ainda é esteriotipada e demonizada, pois na única oportunidade de inserir o contexto de culto africano e mostrar ao mundo alguma referência de qualidade, peca-se muito ao não fazê-lo. Apenas mais um filme de ação Hollywoodiano, que vai ganhar prêmios e muito dinheiro as custas da representatividade da mulher e do povo africano. 🤷♂️🤷♂️🤷♂️🤷♂️