“A gente foi receber as meninas no posto (de gasolina) quando elas voltaram de uma das feiras (científicas). Ficamos aplaudindo, com balões, plaquinhas. Aí eu pensei: meu Deus, como seria se eu também estivesse fazendo parte desse grupo. Foi muito legal. Todo mundo gritando.” A sensação de março de 2023 não desapareceu da memória da adolescente Nayla Medeiros, de 16 anos, moradora de Pedra Branca, no Sertão Central do Ceará, àquela altura estudante do ensino fundamental.
Anos depois, a inspiração ganhou materialidade e hoje ela também, agora no ensino médio, celebra as próprias conquistas, sendo inclusive finalista este ano do Prêmio Jovem da Água de Estocolmo, considerado o “Nobel” da ciência jovem voltada às questões hídricas.
A admiração pelas conterrâneas, que compartilham semelhanças, como serem adolescentes, alunas de escola pública e do interior, na cidade localizada a 260 km de Fortaleza, tem uma camada extra: são jovens cientistas mulheres. Anos depois daquele dia marcante,

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