Existe um tipo de solidão que não depende da ausência de gente. Ela aparece no meio do expediente, no transporte cheio, nos espaços urbanos onde tudo parece funcionar, mas quase nada se encontrar. É nesse estado que percorre o olhar do fotógrafo @bittencourt_julio, em sua série Solidão Coletiva, em cartaz na @caixaculturalsp.
Pelas ruas de metrópoles como São Paulo, Nova York, Tóquio, Mumbai, Pequim e Jacarta, Julio busca não por acontecimentos extraordinários, mas por instantes de suspensão: corpos anônimos em situações de espera, repetição ou adaptação aos ambientes que os condicionam. E, no decorrer dos dias, o que poderia parecer exceção se revela estrutura – mas também a chance de se perguntar: em meio a tantos encontros possíveis, o quanto estamos, de fato, disponíveis a eles?

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