Na madrugada de 9 para 10 de maio de 2026, a Polícia Militar de São Paulo invadiu a Reitoria da USP para desocupar os estudantes que estavam em greve desde 15 de abril. O estopim da paralisação foi a concessão, pela Reitoria, de uma gratificação de R$4.500 por mês por dois anos aos docentes — sem benefício equivalente para servidores técnico-administrativos, o que originou uma greve do SINTUSP. Os estudantes, que também pararam, exigem aumento do número de bolsas, reposição de seus valores, investimento em infraestrutura, moradia estudantil e melhorias nos bandejões. O reitor Aluísio Segurado encerrou as negociações unilateralmente; a ocupação da Reitoria foi a resposta.
Ao chamar a ocupação de "invasão" (crime no Código Penal) e acusar a "agenda política" dos estudantes, a Reitoria demonstrou que a distribuição de recursos na USP obedece a critérios políticos — e não à "gestão racional e apolítica" que o discurso neoliberal apregoa. A violência policial na desocupação foi incentivada

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·12h