Entre 1992 e 1993, três mulheres ligadas à prostituição foram assassinadas em Lisboa: Maria Valentina, Maria Fernanda e Maria João. A Polícia Judiciária investigou, o FBI traçou um perfil e doze suspeitos passaram pelo processo. O caso nunca foi resolvido. Mais de três décadas depois, o Estripador de Lisboa chega ao teatro em formato imersivo, a partir de “A Caça ao Estripador de Lisboa”, o podcast narrativo do Observador.
Produzido pela Kilt, o espetáculo ocupa um parque de estacionamento subterrâneo com mais de 1500 m² na Comunidade Hindu de Lisboa, no Lumiar. Várias cenas acontecem em simultâneo e cada espectador escolhe o seu percurso entre investigadores, jornalistas, familiares e as mulheres que viviam “entre o medo e a necessidade”. O guião, de Simão Biernat, parte da investigação jornalística do podcast. As personagens foram construídas com o elenco: Carolina Burnay, Ema Fonseca, Joana Ruela, Mariana Lencastre, Mariana Sardinha, Celso Pedro, Hugo Mestre Amaro, Hugo Nicolau, Le

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·2 days
O Curso de Gestão/Produção das Artes do Espetáculo (CGPAE) do Forum Dança chega à 35.ª edição. Ao longo de mais de três décadas, tornou-se uma referência na formação de quem trabalha nos bastidores da cultura, entre a produção de espetáculos, a direção de espaços culturais e a criação de projetos próprios.
A edição de 2026/27 decorre entre novembro e julho, num total de 270 horas. Mantém o regime misto, com sessões online e um sábado presencial por módulo, no Espaço da Penha, em Lisboa. O programa vai da história da dança, do teatro e da música às políticas culturais, aos financiamentos europeus, ao direito, à comunicação, à luz e ao som. O corpo docente é composto exclusivamente por profissionais no ativo, e o curso termina com um projeto cultural desenvolvido pelos participantes.
Para o Coffeepaste, este curso tem um significado particular: foi na edição de 2006 que o projeto nasceu. Vinte anos depois, conversámos com Dora Carvalho, do Forum Dança, sobre o percurso da estrutura, as

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Há vinte anos, começámos com uma ideia e um café. ☕
Hoje, o Coffeepaste faz 20 anos. Duas décadas a fazer jornalismo, cultura e formação em português, com rigor e com alma. Centenas de conversas, histórias e pessoas que nos ajudaram a chegar até aqui.
Mas a verdade é simples: sem esta comunidade, nada disto existiria. Obrigado a quem nos lê, a quem vem às nossas formações, a quem partilha o que fazemos.
Neste aniversário, convidamos-te a fazer parte dos próximos vinte. Criámos uma área de membros no Patreon, com três níveis: bica curta, café cheio e galão. Escolhe o teu e ajuda-nos a manter o Coffeepaste independente e a crescer.
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·5 days
Durante cinco semanas, a Underdogs deixou de ser só uma galeria e passou a ser também o atelier de Ana Malta. Entre 4 de setembro e 8 de outubro, a artista recriou ali o seu estúdio, com móveis, objetos e materiais do seu espaço de trabalho, e criou à vista de todos. De porta fechada, pesquisava. De porta aberta, de quinta a sábado, pintava e conversava com quem passava. Alguns visitantes trouxeram objetos com significado pessoal e partilharam as suas histórias, que a artista foi transformando em desenhos.
O resultado é Troca o Passo, exposição patente na Underdogs até 24 de outubro. O título nasce da expressão idiomática e ganhou vários sentidos ao longo da residência: o da experimentação e o de mudar de passo, numa obra em que o público podia intervir. A ideia de mudar o rumo das coisas levou Ana Malta aos super-heróis e daí à banda desenhada. Os balões de diálogo passaram a guardar as conversas tidas na galeria.
A peça central foi pintada sobre folhas A5 que aderem à parede por el

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Antígona sai da Tebas de Sófocles e chega a um bairro prestes a ser demolido para dar lugar a um hotel. É aí que O Mal na Raiz a coloca: à frente de um coro de residentes, a defender uma cidade à escala humana, pensada para quem a habita e não para o valor económico dos edifícios. O espetáculo aproxima a tragédia grega da crise da habitação e do urbanismo de hoje, sem esquecer o outro lado do problema, o das aldeias e vilas que se esvaziam com as migrações internas.
O coro volta a ter a função que tinha na tragédia: representar a cidade. Em cada local por onde o espetáculo passa entra um coro amador. Em Lisboa é o Coro dos Anjos, ao lado de Nuno Nunes, Siobhan Fernandes e Sónia Barbosa. A direção musical é de Leonardo Outeiro, a cenografia e os figurinos de Ana Seia de Matos e o desenho de luz de Cristóvão Cunha.
Falámos com Guilherme Gomes, que escreveu e encenou o espetáculo, sobre esta Antígona contemporânea, o papel do coro e as cidades que queremos.
O Mal na Raiz está em cena n

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Em 2026, cumprem-se 25 anos sobre a morte de Mónica Lapa, uma figura determinante da dança contemporânea portuguesa. Foi bailarina, coreógrafa, produtora e cofundadora da Associação Portuguesa Para a Dança. Com Albino Moura, fundou o festival Danças na Cidade, que dirigiu até morrer, ao lado de Mark Deputter. E se a Mónica parte de uma pergunta simples: e se ela não tivesse morrido?
O espetáculo é uma criação da sua irmã, Marta Lapa, que assina a encenação e o espaço cénico, com texto original de Miguel Castro Caldas. Entre o teatro e a dança, cruza a biografia, as memórias de quem se cruzou com Mónica e a ficção. O objetivo é imaginar as obras que ela poderia ter criado, as causas que teria abraçado e os caminhos que teria aberto. Ao mesmo tempo, o espetáculo questiona o que fica de um artista depois da morte e quer dar a conhecer Mónica Lapa às gerações que já não a conheceram.
O Coffeepaste conversou com Francisco Camacho e Mélanie Ferreira, cocriadores e intérpretes do espetáculo

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Como se comunica um projeto cultural?
O workshop Marketing Cultural, com Pedro Mascarenhas, está de volta. Coordenador do Gabinete de Comunicação e Marketing da Companhia Nacional de Bailado, onde foi bailarino entre 1996 e 2013, partilha ferramentas práticas para pensar marca, estratégia e públicos.
Em quatro sessões:
→ Marketing cultural, marca e identidade
→ Estratégia, plano de comunicação e plano de meios
→ Plataformas digitais
→ Assessoria de imprensa, parcerias e apoios, monitorização
🗓 26 e 27 de outubro + 2 e 3 de novembro
🕡 18h30–21h30
💻 Online
Para gestores culturais, produtores, profissionais de comunicação e marketing na cultura e estudantes de produção e gestão cultural.
Inscrições no link da bio.
#coffeepaste #coffeelabs #marketingcultural #produçãocultural #workshop

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Assimétrico, o dueto de dança que Beatriz Valentim criou com Miguel Santos, estreou-se a 3 de outubro no Pequeno Auditório do Theatro Circo, em Braga. Foi um dos três projetos escolhidos na segunda convocatória do Supracasa, o programa de apoio às artes performativas da Braga 25 – Capital Portuguesa da Cultura. A residência de criação decorreu no Theatro Circo em setembro de 2025.
A peça parte das performances de David Byrne com os Talking Heads. Vai buscar-lhes a frontalidade no palco, a geometria na disposição do espaço e muitos dos movimentos criados pelo próprio Byrne. Em cena, os dois intérpretes são movidos por uma composição original de Débora Coquim, de ritmo complexo e frenético. A música é uma metáfora para as regras, obrigações e ansiedades da vida adulta.
O espetáculo é dirigido a adolescentes e quer aproximá-los da música e da dança, e chamar também as suas famílias. Nesta conversa, Beatriz Valentim fala do processo de criação, da relação entre o som e o corpo e da razão

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