Em uma era onde a busca pelo extraordinário não cessa, a genialidade do simples é deixada de lado. Em "Watcher" temos um thriller psicológico simples, onde a tensão mora nas pequenas coisas e a conclusão é simplesmente... um final básico e bem amarrado. A narrativa faz um bom uso do idioma como ferramenta metafórica para demonstrar a exclusão da protagonista, denotando cada vez mais a sua solidão crescente em um paÃs estrangeiro onde ela nem mesmo consegue se comunicar sozinha, outro fator que se mostra importante: ela fala mas não é ouvida. Se ouvida, não é compreendida. O filme pode decepcionar quem assiste em busca de uma grande reviravolta ou um final surpreendente mas o fato das coisas serem óbvias não significa necessariamente que o filme seja ruim, muito pelo contrário. Ele habita muito mais nas entrelinhas do decorrer, nos detalhes, do que simplesmente no final.