E mesmo com tão pouco tempo de duração, eles entregam músicas muito interessantes no álbum, como “Independent Animal”, com riffs e melodias muito cativantes. “Hers Purple”, que segue a linha de produção de curta duração, possui uma batida marcante e um lick interessante de guitarra sobre a voz de Pollard.
Não podemos deixar de mencionar, entre as 17 faixas do disco, a faixa de abertura, “Drive Time”, seguida de “I Couldn’t See The Light”. A primeira apresenta um riff arrastado acompanhado pela voz melancólica de Pollard, que aos poucos vai ganhando corpo com a adição de teclados psicodélicos. A segunda tem uma introdução inspirada no garage rock dos anos 60, com vocais semitonados do vocalista, que desemboca em um riff marcante de baixo e guitarra, acompanhado por linhas vocais cantaroláveis de Pollard.
Entre outras faixas que chamam a atenção está “I Will Be Monk”, que fala em primeira pessoa sobre ser um monge julgado sem ter sido ordenado, apenas observando a sociedade e sem se importar com o que os outros dizem.
“Great Man” se destaca pelos riffs de guitarra baseados nos riffs de teclado, que resultam em uma música que não sai da cabeça.
Já “Clearly Aware” é bem arrastada, mas com um peso marcante das guitarras e da seção rítmica, sob o canto melancólico do vocalista. É uma faixa extremamente agradável de se ouvir, mesmo com sua baixa rotatividade.
Sem me alongar sobre todas as faixas, “FransCisco” tem um clima flamenco misturado com um toque de rock alternativo. “Aesop Dreamed Lion” é outra que merece destaque por ser uma balada incomum com elementos característicos da banda.
Enfim, um álbum que merece ser ouvido e já se coloca (pelo menos para mim) entre os melhores de 2025 até o momento.