O livro é interessante, porém podia ser melhor.
Embora revele as profundas ligações dos Estados Lusófonos sob a perspectiva dos Sete Pecados Capitais, o livro falha na perspectiva de incluir os dois lados da História (no caso da Escravatura, em que Reinos Africanos ganharam muito com o tráfego de escravos, citando um exemplo), revelando uma parcialidade para Portugal, "tendência" recente dos historiadores e autores Brasileiros assim como Norte Europeus frente ao Sul da Europa, sendo excepção os jornalistas Eduardo Bueno e Barry Hatton. Não esquecer que o autor, embora Sueco, vive há vinte anos no Brasil. Bom comunicador, o autor falha em alguns dados, nomeadamente na descrição do processo de independência de Timor e Angola, assim como a omissão de Cabo-Verde, São Tomé e Guiné-Bissau (este último, peça essencial na descolonização Portuguesa), no capítulo dedicado a Portugal, foca-se demasiado em Lisboa, ignorando as restantes dinâmicas do território Português.