Para quem não entendeu. A protagonista tornou-se o que foi quando fora de sua cidade natal. Desenvolveu mecanismos de defesa do ego, como estudar o que se passa na mente de pessoas que raptam crianças. Todavia, ao retomar para sua cidade natal, emergiu os seus traumas do passado na cidade. Não houve "cura" de seu trauma, o que houve foi um "esquecimento" e uma formação de uma persona compensatória ao seu trauma. Mas estava o tempo todo dentro de dela a "criança traumatizada". O gatilho emocional, ou melhor, a menina assustada jamais saiu dentro dela. Ao reviver o passado nos novos casos na cidade natal, a mistura de ansiedade — ela foi vÃtima — com a curiosidade de desvendar o porquê dos sequestros, um reflexo como alÃvio psicológico — ao salvar pessoas ela se salva também — , a "criança interior" ficou descuidada. Tanto que no final o seu algoz disse "Agora sabe como nós somos".