Esse filme me fez refletir sobre a maneira de como encaramos a vida diariamente, esquecendo na maioria das vezes que nosso tempo pode ser curto e, esquecendo também de que deverÃamos aproveitar as belezas da vida, que são as pequenas coisas, como admirar o canto de um pássaro pela manhã.
No mundo imediatista em que vivemos, esquecemos que o trabalho e dinheiro não é responsável por preencher e inspirar a alma. E, devido ao culto da sociedade capitalista de priorizar as coisas materiais, e também pela forma em que somos criados para estudar e "ser alguém na vida" (que nada mais é do que estar numa profissão que lhe dê dinheiro), acaba afetando em nossos pensamentos de que tudo de valor que podemos ter são nossas conquistas materiais, que vão certamente lhe dá um conforto fÃsico. Porém, por mais que esse trabalho lhe garanta conforto, dinheiro, e que até mesmo o faça por amor, ele não vai garantir que você consiga perceber e apreciar uma folha que cai da árvore na época do outono, e que poderia fazer o seu dia mais feliz; Enfim, vivemos na maioria das vezes no modo automático fazendo jús à vida frenética das cidades. Esse filme me fez refletir que, por mais que estejamos ocupados com as burocracias do sistema, que nunca esquecemos, enquanto vida, de nos enxergarmos como seres humanos únicos, com diferentes personalidades, com nossas excentricidades e autenticidades e de aprender a lidar com elas. Também de podermos admirar o Sol se pondo e se afogando no profundo oceano, de sentir a brisa do mar invadir o rosto, de sentir a energia e o brilho da Lua iluminando nossa pele pela noite, do cheiro de terra molhada quando amanhece chovendo, de ouvir os pássaros com seus diferentes cantos, de apreciar o silêncio, de sentir nosso corpo flutuar ao ouvir uma música muito boa, de sentir o abraço de alguém que nós amamos, de sentir a água quentinha num dia muito frio, de se refrescar num dia de muito calor, de receber um presente simples porém dado com muito amor por alguém que você ama, de amar e se sentir amado, de enfim, sentir que a vida vale a pena ser vivida pelas pequenas coisas, portanto, que não sejamos apenas almas perdidas vagando pelo vazio de nossas próprias mentes.
Que a vida, tendo um propósito ou não, tendo conseguido realizar seu sonho ou não, que seja vivida da maneira que faça sua alma flutuar e passear pelo espaço fÃsico-espiritual, desfrutando assim até o último milisegundo de sua última respiração.