Finalmente, assisti a esse filme hoje. E sinceramente, não via a hora de acabar (e essa sensação me veio logo após o começo). Não funciona como comédia, e como drama, funciona quase nada. Simplesmente não entendo como pode ser tão cultuado. Não merecia o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, muito menos o de Melhor Ator pro protagonista.
Finalizo com as palavras do Roberto Sadovksi, grande crÃtico de cinema:
"Quer saber? Absurdo REAL no Oscar 1999 foi a chuva de prêmios para "A Vida É Bela". Eu sei que o filme italiano tem uma legião de fãs, e garanto sem nenhuma hesitação: estão todos errados! O drama de Robert Benigni é uma espécie de "O Trapalhão no Campo de Concentração", um folhetim de quinta que ganhou como filme estrangeiro ("Central do Brasil" foi, até o momento nossa última indicação ao Oscar).
O pior, mesmo, foi o Oscar para Benigni como melhor ator. Foi como Didi ganhar o prêmio da Academia! Para refrescar a memória, concorriam Tom Hanks ("O Resgate do Soldado Ryan"), Ian McKellen ("Deuses e Monstros"), Nick Nolte ("Temporada de Caça") e Edward Norton ("A Outra História Americana"). É o fim da picada.
Quando Benigni subiu ao palco, em uma demonstração de histeria de plástico, comentei com um amigo que via a cerimônia comigo que seria a última vez que ouvirÃamos falar do sujeito. A exceção seria quando ele voltasse à festa no ano seguinte para entregar o Oscar para a melhor atriz em 2000. Ok, ele escreveu, dirigiu e protagonizou uma versão de "Pinóquio" em 2002. É um dos filmes mais constrangedores da história da humanidade."