A série prende a atenção do telespectador, sobretudo, pelo tema abordado. O tema é atual e os mistérios que rondam todo e qualquer cenário apocalÃptico já é tempero suficiente para que fiquemos presos à s cenas e aos capÃtulos. As atuações não são ruins e acho que a série consegue construir muito bem o perfil e as caracterÃsticas de cada um - temos um personagem autista com uma atuação muito boa, um personagem escroto que consegue roubar a cena de um drama/comédia e o triângulo amoroso que traz atuações muito interessantes - gosto da Anya e da Ira.
O que eu acho que faz com que a série perca pontos é a fotografia (cenários frios que poderiam ter absorção muito maior e melhor - vide DARK), a escolha de ângulos das câmeras (as câmeras tortas e rodando são uma verdadeira chatice) e o enredo que parece não ter uma cronologia pertinente aos eventos e fatos apresentados. Em determinadas horas, a série é lenta; em outras, corre demais; a sensação que dá é que não conseguimos imergir no mundo de sofrimento apocalÃptico que eles vivem.
Eu acho que em séries assim - vibes The Walking Dead, The 100 e afins - o equilÃbrio temporal do enredo é importantÃssimo, para que não pareça que em 8 episódios a gente viajou por meses ou que ficamos parados em 1 semana. Vários erros de enredo poderiam ser melhorados para melhor desenvoltura da série. Eventos diversos acontecem rapidamente e se resolvem rapidamente. Parece que estamos sempre lidando com novos e supérfluos problemas. Estou ansioso por uma segunda temporada, mesmo considerando que a série tem muito a melhorar.