Nada neste filme se salva. Esvai-se do magnetismo daquele que o antecede. Os atores parecem se arrastar, sobreatuam o tempo todo para cobrir deficiências do roteiro, da direção, são sombras do encanto que vestiram personagens que se tornaram tão queridos. Trilha sonora apelativa. O roteiro, talvez o pior componente do filme, o roteiro... uma mimese do anterior, em cada minuto de tédio que se tornam longos, chatos, de um filme que não acaba. Falas que caem como uma enxurrada sem trégua. MÃnimas montagens, falas, compreendem uma cópia mal feita do anterior: um pastiche, mais que isso, uma descarada falsidade. Não dá pra entender o uso descabido da digitalização do tipo surrealista, usando o tom ocre, o pastel, à s vezes vintage, um horror, talvez para mitigar a pobreza do povo presente no realismo anterior, com pessoas do povo, locação de cidade real, com figurantes reais do povo, usados na versão anterior. Personagens novos com caracteres descabidos, caracterÃsticas descabidas. A Clarabela, uma doida histriônica, tenta fazer lembrar a personagem mulher o padeiro do primeiro filme, o tal do Antonio do Amor, uma mistura de Seu Boneco com o deputado da Praça é nossa, que veste um personagem apalhaçado do bispo (totalmente ridÃculo), etc.. Por fim, um absurdo. Só sei que foi (é) assim!