Nesses tempos de mídias tão incríveis, que nos provoca à debates, todos tipos de assuntos, vejo que estamos sempre inconscientes em busca de algo catártico. Queremos "gostei", desejamos seguidores, anulação é letargia, quase morte do espírito.É um espaço dos fortes. Dos adaptados, dos cães de guerra, dos camuflados com a faca nos dentes. O que fazer então? Uma volta as origens; aos livros. E tenho um Barbara Ehrenreich.
Ritos de Sangue. De vinte anos atrás. Está do lado de um Mary Shelley.
As duas se dão muito bem. Mas há um propósito nisso: Mary um dia deu "aquele soco" em um menino de 13 anos, e muito mais tarde aparece Barbara; já não é mais um soco paralisante de antes, mas um emparedamento firme, ela conseguiu. Não vai ter jeito agora.
Parece que é algo do terreno acadêmico, que não se vai dar conta, mas tudo é novo e único. Prende. É só respirar e seguir em frente.
Mary na fantasia do seu pequeno livro, muito antes de Freud, nos permitiu conhecer o monstro dentro de nós, nossas fraquezas, nunca uma mulher atravessou tanto a alma do masculino, tirou a roupa deles para ele mesmos.
Barbara no seu plano conduz ao civilizatório, vai lá na ancestralidade,há um frio na espinha, não porque estão nus, mas há algo lá fora salivando de verdade. É preciso satisfazer a coisa. Ela conduz o leitor a civilizações perdidas no tempo, na história, dá um susto quando provoca o porque da síntese da figura do altar da imolação em tão dispares civilizações nos elos dos tempos e do espaço. E tem também a concatenação do porque das guerras, da violência.