Difícil explicar.
Desde 2018 na minha estante, resultado de um tempo em que não havia pandemia, e eu viajava para BH e andava livremente pelos sebos do Edifício Maleta.
Estranho pensar que me lembro exatamente do dia que comprei este livro, e que o mundo era outro.
Mas melhor deixar de divagações e ir para o que achei do livro.
Um livro sensacional, quase perfeito.
Fala fases das vidas de quatro pessoas, Tomas, Tereza, Sabina e Franz.
O início surpreendente, e uma narrativa de capítulos curtos e intensos que fazem a leitura render.
Ambientado na antiga Tchecoslováquia, traz muito a visão de quem viveu sob a cortina de ferro, mas que pode ser bem atual neste momento que vivemos no Brasil, de um dualismo cada vez mais gritante.
Os personagens de Tomas e Tereza são bem intensos. Sabina começa bem interessante, mas fica tediosa durante o livro. E o Franz, até agora não sei o que fez no livro.
A parte que trata de Franz e Sabina, sinceramente achei muito desnecessária para o conjunto do livro, motivo que não dou as 5 estrelas.
Mas o livro vale muito a pena ler, e quando lerem prestem a atenção em Karenin.
Enfim, a insustentável leveza do ser é um livro sustentavelmente pesado, mas que demonstra a alma humana.