Clássico menosprezado pelos esnobes de plantão, Duna é única - e tão somente - a interpretação pessoal de David Lynch para a obra de Frank Herbert. Não destona e destroi o livro: é a visão Lynchiana do Magnum Opus Herbertiano: aqui, você tem um cineasta surrealista adaptando um livro de ficção cientÃfica leve que tem reflexões relevantes sobre cultura, história, meio ambiente e religião. Como não ficar apaixonado e influenciado por sua temática? E mesmo que pareça um filme "datado" - continua com um subtexto extremamente atual e relevante. Uma visão "kitsch" de futuro. Só espero que quem não viu, veja com a mente aberta. E quem viu, veja de novo. E recomende as novas gerações.