Esse álbum da Pitty soa quase como um "Chiariscuro" melhorado, sonoramente falando. Tem muito rock n roll e, como sempre, letras inteligentes. Dessa vez ela aborda sobre morte e vida, sobre a força que extraímos sem nos dar conta depois de momentos de caos. Mas vai ainda além fazendo analogias ao orgasmo na sexy "Pequena Morte", e também ao tratar da tristeza do luto na música "Lado de Lá", música que não consigo visualizar ela cantando ao vivo, pelo conteúdo da letra e ao que ela remete.
Os momentos finais fecham o álbum com chave de ouro. "SETEVIDAS", faixa título e sucesso do álbum, é cantada em coro nos shows.
O mais surpreendente, no entanto, é a última música, "Serpente", que quebra a expectativa em relação ao restante do álbum, mas de uma forma boa. A letra fala sobre ressurreição, no sentido de que morremos várias vezes ao longo da vida mas enquanto seja possível luta-se por sobreviver, por renascer. Melodicamente a mais diferenciada de todas, "Serpente" soa quase que uma oração, uma meditação, um ritual. 5/5.