Intimista, visceral, cruel e sem medo de escrachar a humanidade na sua forma mais banal, apesar da psicodelia e variação de belas cores, o filme é mórbido, a vida e morte na sua ambiguidade, o caos que habita
nessa seção de aleatoriedades que compõem a vida humana. Existem pessoas que se sentem agoniadas com seu ritmo lento, o que para mim é um alÃvio, independente do contexto religioso aplicado, é visÃvel que o que resta no seu final é a ausência do existir, o recomeço de outro ser, mas não de você. Não é um filme pra muitos, muito menos um filme para se "entender", não existe o que entender, esse filme é sobre você, sobre mim, sobre todo mundo. Ele rasga tua individualidade, expõe a fragilidade do viver, aliás, não recomendo para quem sofre de crises existenciais frequentes, provavelmente vai te deixar em posição fetal no teu quarto por horas.
Eu não vou falar sobre a sua fotografia, câmera e afins, O Gaspar Noe já é conhecido pelo seu jeito excêntrico de lidar com isso.
10/10, Não consigo definir isso como apenas um filme, parece mais uma pÃlula que tu engole e sofre dos efeitos em seguida.
Definitivamente uma obra prima, Gaspar Noé é uma das mentes mais geniais no mundo do cinema.