Bem, apesar de querer parecer descolada e criativa, “À TONA” (In from the cold) é uma série chata e cheia de clichês. É daquelas que a gente assiste até o ultimo episódio só pra não ficar com a sensação de que jogou o tempo fora sem concluir.
Com uma ou outra situação interessante, mas nem longe algo que justifique oito episódios de aproximadamente 50min cada, a série não desenvolve os personagens para além de uma finíssima camada de superficialidade, tão fina quanto a camada de gelo lá do frio de onde essa série nunca deveria ter saído.
O argumento é interessante, apesar de banal.
Uma ex-espiã, com poderes extraordinários, leva uma vida comum e é recrutada por um homem-sempre-de-terno da “agência”, devido às suas habilidades especiais.
E tome clichê besta:
- Os russos são seres frios, misteriosos e treinam seus agentes com técnicas sobrenaturais.
- o cara branco da “agência” tem um cara negro da TI, que fica no furgão e foi recrutado para as missões pra não cumprir pena por crimes de hacker. Se você lembrou do personagem do Ving Hames, em MI 1, 2,3,4,5… bingo! Porém, em “À TONA”, o cara negro da TI não faz nada além de cumprir cota étnica no elenco, fazer comentários redundantes e atender pedidos bobos do cara branco da “agência”.
- as fragilidades da protagonista, a espiã aposentada e forçada a voltar à ativa, são atribuídas ao fato dela ser uma mulher mais velha e mãe de uma adolescente. É misoginia que chama, né?
- os conflitos da espiã que tenta conciliar as aventuras do mundo espionagem com os altos e baixos da relação entre mãe e filha, não vão alem de nada que a gente já não tenha visto em um filminho trash da “Sessão da Tarde”.
- devido à superficialidade, as relações homoafetivas abordadas, também, dão a impressão de que estão ali só pra cumprir cota. Tem uma cena inacreditável de duas jovens garotas que, depois de um tempão de desejo contido, vão para a cama e ficam tendo crise de riso, como se não soubessem o que fazer naquela situação. Ah! A homofobia tem formas surpreendentes de se manifestar.
Na minha avaliação, dei duas estrelas. Uma vai para a trabalheira que é fazer uma série e a outra estrela é pelo fato dos acontecimentos se passarem em Madrid, cidade que eu adoro. O que dá um charme extra às imagens e circunstâncias. Nada mais do que isso.
Enfim. Não perca seu tempo
Mas, se vc tem tempo sobrando… vai com fé e enfia o pé na jaca!!