Vamos aos fatos. A obra supostamente de pedagogia cita "revolução/revolucionário" 242 vezes e matemática nenhuma vez. Cita "consciência" igualmente 242 vezes e "ciência/ciências" apenas 11 vezes. "Marx" é citado nominal e explicitamente 23 vezes e "tecnlogia" apenas 7, algumas com conotação negativa. Não é surpreendente que um país cuja pedagogia tenha se inspirado nessa linha tenha índices nos exames educacionais (PISA) bastante piores do que todos os outros que gastam o mesmo por estudante. Finalmente, o "gênio" pouco tem de original, já que praticamente só vomitou em um português sofrível as ideias de Grasmci, para quem a instrumentalização da escola era central: “a conquista do poder cultural é anterior à do poder político, e isso é alcançado através da ação concertada de intelectuais chamados ‘orgânicos’ infiltrados em todos os meios de comunicação, de expressão e acadêmicos”.