Jovens LGBTQ+ normalmente se sentem muito diferentes das outras crianças mesmo antes de desenvolverem os primeiros sentimentos românticos.
Em Luca, o protagonista e Alberto passam por muitas aventuras juntos, um processo que normalmente acontece na vida de jovens LGBTQ+, principalmente os que são rejeitados pela família.
A própria avó de Luca diz que “algumas pessoas nunca vão aceitá-lo, mas algumas vão”.
E Luca e Alberto não são os únicos personagens supostamente queer no filme da Disney+. As duas mulheres idosas inseparáveis que aparecem no início da história também se revelam monstros marinhos na cena climática após a corrida.
Isso sem mencionar a posição de Giulia como amiga e defensora de Luca e Alberto.
Por outro lado, Enrico Casarosa afirmou também que sempre teve a intenção de fazer muitos “desajustados” ou “rejeitados” se identificarem com a trama de Luca.
“O momento que eles ‘mostram o monstro marinho’ e aceitam suas próprias diferenças pode ser uma metáfora para qualquer coisa. A ideia não é específica, mas universal”, comentou o diretor.
Como Luca é um projeto artístico, a interpretação fica por conta dos espectadores. Ou seja, se você enxergar a trama como uma história LGBTQ+, ela é uma história LGBTQ+.
Os paralelos entre a experiência de Luca e Alberto na terra firme e a trajetória da comunidade LGBTQ+ em uma sociedade marcada pela intolerância são inegáveis, e a conclusão da história dos garotos deve ser analisada por cada espectador