Tudo É Rio é uma obra medíocre, na melhor das hipóteses, e, na pior delas, é simplesmente decepcionante, ofensiva e frustrante. Nem isso consegue descrever completamente os sentimentos de decepção, insatisfação e raiva que senti ao ler este livro. Poucos livros provocam tais sensações em mim. Não que o livro não tenha seus momentos; o uso de prosas poéticas dá um charme à leitura. No entanto, devido à má execução dos objetivos da autora, que são fazer o leitor sentir empatia pelos personagens principais e apresentar o lado mais imoral, 'cru' e feio dos personagens, as prosas poéticas se tornam mais um enfeite. Elas passam mais a ideia de uma cobertura para esconder um bolo estragado e mal feito do que algo que enriqueça a leitura. O início do livro é interessante e consegue manter o leitor curioso para ver como a trama se desenrola. Porém, pela metade do livro, quando você entende os personagens e suas vidas, é possível prever o final da história, o que tira totalmente o charme e o entusiasmo de continuar lendo. Terminei o livro apenas para saber como acabava, com pouca esperança de que não terminasse do jeito que temia, mas, infelizmente, foi o que aconteceu. Não queria ofender, mas esperar que alguém perdoe e até 'torça' pela felicidade de um homem que não só matou seu próprio filho por ciúmes, mas também agrediu a esposa e logo depois deitou com outra mulher e teve um filho com ela, tudo isso por causa de 'amor'? É simplesmente insano e doentio. E falar isso me entristece, mas ver a mulher sendo descrita como apenas "mãe" ou num ponto de vista sexual, é deplorável, e tudo isso sendo escrito por uma autora, é lamentável. Me arrependo de ter lido este livro e não o recomendo a ninguém.