ZUN foi bastante experimental aqui. O modo PointDevice é interessante pra quem é novo na série e tal, mas o jogo foi feito pensando nele, o que deixou o modo Legacy bem desbalanceado. Pra tentar balancear a dificuldade absurda no Legacy, o jogo é bem generoso no quesito de te dar vidas extras, mas aà entra a questão dos personagens: a bomba da Reisen (que é basicamente a bomba da Sakuya no Double Dealing Character mas duas vezes mais apelativa) faz o jogo inteiro girar em torno dela no Legacy, já que o fato de você evitar até 4 hits com uma bomba junto com o número grande de vidas que você consegue ao longo do jogo faz a Reisen virar simplesmente um tanque. Claro, nem sempre você vai realmente conseguir evitar 4 hits, já que o tempo de invulnerabilidade depois de cada hit no escudo não deve dar nem meio segundo, mas isso só acaba sendo um problema mesmo no estágio 5. A questão de conseguir vidas extras por graze também é uma escolha estranha, já que faz ser mais fácil conseguir vidas quanto mais alta a dificuldade em que você está jogando.
O que salva um pouco o jogo é a questão da música e dos personagens mesmo, que são bem melhores que os dos últimos dois jogos.