Máquinas Mortais é um show de clichês, como se alguém tivesse misturado Guerra nas Estrelas com Mad Max e jogado um pouco de açúcar da Disney para os espectadores de fraldas. O filme parece uma grande homenagem sem criatividade, com o ápice sendo o momento em que tentam destruir a "cidade-máquina", o que claramente é uma cópia barata da Estrela da Morte de Uma Nova Esperança.
Os personagens? ChatÃssimos, sem carisma algum, feitos de papelão reciclado. É difÃcil lembrar de qualquer nome ou motivo para se importar com o que acontece com eles. O único ponto positivo, talvez, sejam os efeitos especiais – como se um monte de CGI fosse o suficiente para salvar esse desastre de enredo.
CrÃticas especializadas apontam o mesmo: roteiro previsÃvel, desenvolvimento raso e uma tentativa desesperada de soar épico, mas sem alma. Para quem acha que este filme tem algum futuro como clássico cult... bem, espero que seja esquecido tão rapidamente quanto foi lançado. Um filme perfeitamente descartável, uma experiência que só não se apaga da mente porque ainda estou revoltado com o tempo que perdi assistindo.
Máquinas Mortais é um atentado à lógica. A trama gira em torno de um canhão de energia que leva uma eternidade para ser carregado, enquanto aeronaves incrivelmente rápidas poderiam facilmente bombardear o topo dessa máquina e destruÃ-la em um piscar de olhos. Mas não, a solução "genial" envolve um dispositivo eletrônico, como se fosse um pen drive, para desligar o acionamento do canhão. Isso mesmo, uma tecnologia tão avançada precisa ser desativada com um pen drive! E, claro, ele está escondido de forma nada criativa. Toda essa conveniência de enredo serve apenas para empurrar o filme adiante. Para completar, a tal máquina não tem sequer um escudo de proteção que justifique o tempo absurdo de carregamento. É como se a lógica tivesse tirado férias durante toda a produção.