Muitos desses humoristas brasileiros estão tão desesperados para arrancar risadas que perdem o senso do que é realmente engraçado e fazem piada de temas cruéis. O problema não foi o tema, o problema foi fazer piada da situação como se a pedofilia merecesse mérito de humor. Não se faz piada com um tema que maltrata tanto a cabeça e o corpo de crianças. Só não consegue enxergar a apologia a esse perversidade quem não tem filhos ou quem nunca passou por isso. O filme é apelativo, além de ser bem cliché. Num pronunciamento de Fábio Porchat, ele diz: "O Marlon Brando interpretou o papel de um mafioso italiano que mandava assassinar pessoas. A Renata Sorrah (...). A Regiane Alves maltratava idosos. Mas era tudo mentira, tá certo? Essas pessoas na vida real não são assim. Temas super pesados (...)". Nenhum desses filmes eram de "comédia". Ele tentou usar exemplos de filmes que retratavam a crueldade humana e comparou o filme de "humor" com filmes que tinham uma narrativa bem diferente. Os papéis de vilões que os atores interpretam não os tornam tal, mas foi desesperador da parte dele tentar justificar o injustificável.