CrÃtica – *Espelho, Espelho Meu
*Espelho, Espelho Meu* tenta reimaginar o conto da Branca de Neve com um toque de sátira e fantasia colorida, mas tropeça justamente no tom. Dirigido por Tarsem Singh, o filme aposta em uma estética visual exageradamente teatral e carnavalesca, com figurinos extravagantes e cenários que parecem saÃdos de um desfile de moda surreal algo que agrada aos olhos, mas não sustenta a narrativa.
Lily Collins tem o rosto ideal para o papel: delicada, clássica, encantadora. No entanto, sua atuação é apagada e sem carisma, tornando sua Branca de Neve esquecÃvel. Ela simplesmente não consegue sustentar o protagonismo, sendo constantemente ofuscada por Julia Roberts, que interpreta a Rainha Má com muito mais presença, carisma e energia cômica. Aliás, Roberts parece ser a única que realmente entendeu o tom do filme: se diverte no papel e oferece um brilho que o roteiro, por si só, não entrega.
O humor é irregular ora infantil demais, ora forçado e o ritmo do filme oscila bastante. A tentativa de modernizar o conto e transformá-lo em uma comédia feminista leve até poderia funcionar, mas a execução é rasa. A Branca de Neve tenta ser uma jovem que assume o controle da própria história, mas isso nunca é bem desenvolvido e soa apenas como uma ideia mal trabalhada para agradar tendências modernas.
Apesar de alguns momentos engraçados e de seu visual chamativo, o filme carece de alma. O clássico se perde em meio a piadas bobas, personagens caricatos e um roteiro que não sabe se quer ser paródia ou homenagem.
Nota: 2/5
*Um espetáculo visual vazio, salvo apenas pela performance divertida e muito mais interessante de Julia Roberts, não é necessariamente um filme ruim mas está longe de ser perfeito, o filme consegue ser divertido porém ele é bem esquecÃvel.