Em uma pequena cidade na Sérvia, vive Nikola (Goran Bogdan), trabalhador temporário e pai de dois filhos. Depois que sua esposa comete um ato desesperado por conta da miséria e pobreza em que vivem, ele se vê obrigado a entregar seus filhos ao serviço social, enquanto ele não conseguir fornecer condições adequadas à elas. Apesar das constantes apelações, seu pedido de guarda é negado diversas vezes.
Quando Nikola descobre a corrupção da administração local, ele decide viajar 300km a pé para levar o caso diretamente às autoridades governamentais em Belgrado, se recusando a desistir da justiça e de seu direito de criar os filhos.
Essa premissa leva "Pai" a nos entregar um excelente Road Movie em que, ao invés de carros, conduz nosso protagonista à uma caminhada sofrida e dolorosa, com a saúde debilitada, por uma paisagem de sentimentos brutal e um tanto desesperadora. Seus pontos de parada são encontros com mais angústia, levando um aumento exponencial de tormento.
Goran Bogdan, imprime em tela um inabalável Nikola, visivelmente cansado, porém sempre centrado, sem perder o autodomínio. Seus olhos e sua respiração difícil indicam uma tristeza e exaustão.
Um filme extasiante do início ao fim, que ostenta a verdadeira competência de SER PAI
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