Há anos, a fanbase do Harlan Coben e, mais precisamente os fãs da série Myron Bolitar, esperam por um livro do ponto de vista do Windsor Horne Lockwood III, ou para os mais íntimos, o icônico Win. E não é que ele veio?
Recém lançado aqui em terras brasileiras, Win não (me) decepcionou.
Digo isso porque o livro é cheio de referências que só são evidentes para quem já conhece o personagem dos demais livros do autor. Se esse for o seu primeiro contato com o autor, e principalmente com o personagem, não creio que o livro possa ter o mesmo efeito que tem para quem já o conhece.
O livro começa quando um homem que há anos se mantinha recluso é encontrado morto dentro do seu apartamento.
A princípio ninguém sabe exatamente quem ele é e muito menos qual teria sido a motivação do crime, a única pista que a polícia tem até o momento é: um quadro Vermeer (que foi roubado da família Lockwood há muito anos) e uma mala com as iniciais WHL3 (as iniciais de Win). Por que e o que estas duas coisas estariam fazendo no apartamento do homem eremita?
Há mais de 40 anos, um grupo de jovens ficaram conhecidos por por uma espécie de rebelião que deveria ser passiva, mas terminou em tragédia com muitas pessoas mortas.
Apenas uma pessoa do grupo de 6 se entregou para a polícia na época.
Seria o homem morto no apartamento um dos jovens que fugiu tantos anos atrás?
E por que ele estaria com coisas que pertencem à família do Win? Onde estão os outros cinco jovens? Por onde andaram por todos esses anos?
Ainda no meio de tudo isso temos Patrícia, prima de Win, que aos 18 anos viu sua casa ser invadida por dois homens que assassinaram seu pai e depois foi sequestrada e mantida em cativeiro por 5 meses até conseguir fugir. A tragédia ficou conhecida na mídia como “A cabana dos horrores”, onde mais tarde a polícia encontrou o DNA de diversas outras vítimas, mas os criminosos nunca foram achados.
O que essas três histórias tem em comum e como elas se unem?
Um livro muito envolvente e cheio de reviravoltas, Harlan Coben nunca decepciona quando o assunto é nos manter curiosos.
Suspense mantido até as últimas páginas, o autor só entrega as descobertas nas últimas folhas e quando você acha que entendeu tudo, na verdade tem mais e você não entendeu nada!