Transformar desenho em filme está se mostrando uma tarefa árdua para Disney com acertos, como Malévola que trouxe uma “revisão” da Bela adormecida, e com casos “polêmicos”, como o Rei Leão (pra mim ficou parecendo mais um documentário do Discovery Channel, principalmente por que os animais reais não tem expressão facial).
Mulan traz novos elementos em relação ao desenho como uso do “Chi”, o que traz um ar de “O Tigre e o Dragão”, e outros como o a retirada do Dragão Mushu, que foi até uma decisão acertada pois o foco ficou na personagem principal.
A trama até anda bem até o início do combate, explorando a força de Mulan em superar as dificuldades impostas as mulheres. Após a cena do combate, forçou-se muito a barra pra situações que convencesse como Mulan se tornaria a heroína.
Traz também elementos novos totalmente descartáveis: A Fênix, que entra como uma lembrança de Mushu mas que, no fundo, não fez nada. A mera referência a estátua da Fênix no início do filme já bastaria como “inspiração”.
Outro ponto é a inclusão da “bruxa-guerreira”. Que personagem mais inútil, sem “pé nem cabeça”. A mulher é metamorfa, luta mais que Bruce Lee, quando entra em cena mata um soldado por segundo e ainda assume a forma de outras pessoas para enganar quem quiser. Pequeno spoiler: Ela mesma poderia ter subjugado a guarda real e prendido ou matado o Imperador antes da chegada do inimigo.
Os acontecimentos “pós-palácio” no final do filme até são legais, mas a Disney poderia ter ficado só na ideia do Chi e tentado simplificar a trama em muitos pontos. Dificilmente um filme vai superar um desenho, mas Mulan foi muito fraco a meu ver, o que é uma pena.