A série é bem interessante, acrescentando mais humanidade e personalidade à uma Lara Croft iniciante se recuperando de um trauma do passado que a faz se arriscar em busca de aventuras.
Apesar do bom background, a série insiste muito nisso, repetindo situações como um amigo ajudando a personagem em um momento e ela fugindo logo em seguida.
Tal repetição pode funcionar em uma série procedural, onde acompanhamos um capÃtulo por semana, mas não convém em uma série para maratonarmos, onde todos os episódios são lançados de uma só vez.
A animação é fluÃda, o traço e cenários bem bonitos e a dublagem está muito boa. O elenco diverso funciona para ambientar a Lara Croft como uma viajante e aventureira, fazendo amgos em cada lugar do globo por onde passa.
Há muito barulho sobre "lacração" na série, mas não acredite no barulho daqueles que não podem ver uma mulher tomar o protagonismo. Lara aqui não é lésbica como dizem alguns que não possuem capacidade argumentativa.
Lara possui uma amiga, criada como irmã, que, segundo a própria, a abandonou. Qualquer um que tenha visto uma relação para além do fraternal aqui, tem sérios problemas.
Lara Croft aqui é humana, possui sim dramas, traumas e desejos, mas isso não diminui a personagem. Muito pelo contrário, isso acrescenta camadas a uma heroÃna que ganhou boa parte o público por suas curvas e mais nada.
Parabéns para a série que optou por ir em uma direção contrária.