Saí há pouco da sessão, ainda estou digerindo o soco no estômago. Senti como se fizesse parte da família Paiva, senti a dor da Eunice, senti o momento em que ela percebeu que o companheiro da vida jamais voltaria para casa, senti pela Zezé, senti pelo cachorro.
Mas senti mesmo foi ódio. Ódio por saber que pessoas perderam seus entes queridos das maneiras mais cruéis e inacreditáveis, vítimas de uma perversidade indescritível.
As atuações da Fernanda Torres e do Selton Mello, o cuidado no roteiro, a direção, a trilha sonora, TUDO IMPECÁVEL. Façam um favor a si mesmos e corram para o cinema mais próximo de vocês.