O filme "Hanna" começa com uma promessa interessante: uma menina treinada no meio do nada, cercada de neve, sendo preparada para ser uma assassina. A introdução é boa, com cenas impactantes — como quando ela elimina uma agente falsa e guarda-costas com eficiência e estilo. Mas, a partir daí, o filme desanda completamente.
A protagonista passa o restante do filme em uma jornada sem sentido, descobrindo o mundo como se fosse um bebê: não sabe usar telefone, máquina de café ou televisão. Todo o treinamento intenso que o pai ensinou parece inútil. Ela foge o tempo todo, não resolve nada, e ainda briga com o pai e o abandona para morrer.
A história não se desenvolve, não explica quase nada do passado, das motivações ou do propósito de tudo aquilo. Só tem mais um pouco de ação no final, quando a vilã reaparece, corre atrás da menina, e é morta. Fora isso, o filme inteiro é praticamente sem confronto, sem ação. Até os vilões são ruins, sem carisma, sem peso. Um deles praticamente só sabe assobiar, não tem diálogo, não tem presença. Nota zero em tudo: no desenvolvimento da história, nas cenas de ação e no impacto geral. Uma decepção total.