O filme é excelente. Fantástico! Não há outra coisa que se possa falar a respeito, não há adjetivos suficientes para elogiá-lo. Tudo é quase que, insanamente, perfeito. História, atores, cenários, fotografia, trilha sonora, atuações. Tudo. É daqueles filmes para se assistir e guardar na lembrança.
E, apesar de ser uma história, excelentemente bem contada, sobre relações entre pai e filho, podemos, e devemos, transbordar tudo nesse filme às nossas vidas, aos nossos mundos, às nossas relações, ao Universo. Relações. Isso é o que faz tudo ser o que é. Muitas vezes recebemos mais amor de estranhos, de quem não nasceu no mesmo país, de quem não tem “o mesmo sangue”, de quem não partilha do mesmo status social... Relações são os elos, são os laços que unem tudo e todos, fazem com que sentimentos e emoções, afeições e afetos, cumplicidade e parceria, respeito e companheirismo, tolerância e aceitação, gostar e querer surjam em nossas almas. É o que faz com que perdoemos, esqueçamos, irmos em frente e suportemos o fardo da vida.
Família não é o círculo em que nascemos. Muitas vezes, estranhos são mais nossos país do que os que nos geraram, são mais irmãos do que os que partilham do “mesmo sangue”. Família é o universo construído com tudo e todos que nos cativam, com tudo e todos que nos acompanham, com tudo e todos que estão ao nosso lado, com tudo e todos que nos acolhem, com tudo e todos que nos aquecem o coração.
Essa é a maior beleza do filme: mostrar que relações são as coisas mais importantes e valiosas que temos e podemos construir. É o paraíso que podemos ter. Nada mais importa. Esse é o maior mérito dessa joia, dessa obra prima, desse tesouro com o qual o autor nos presenteia.