Eu não sabia que Bergman era diretor de teatro, mas, com alguns minutos de filme, isso fica bem evidente. E que puta diretor de teatro ele deve ter sido. Encarar os filmes antigos como peças de teatro, para mim, é uma excelente forma de fugir do estranhamento causado pelas limitações tecnológicas e de produção da época. O que falta em tecnologia e valor de produção sempre sobra em roteiro e interpretações. Não sei porque motivo, mas esses filmes me dão um prazer que tenho tido dificuldades em encontrar nos filmes atuais: o prazer da contemplação, da reflexão, do lúdico... Não colocaria na conta do saudosismo e da nostalgia, até porque não era nem nascido na época em que foram feitos, bem longe disso. Mas de fato são roteiros bem mais instigantes e que levam a reflexões e sensações bem mais profundas. Filmaço!