A história do livro é verdadeiramente inquietante face a similaridade com o mundo atual em que vivemos. Fala-se em amor para combater o ódio usando de artifÃcios odiosos, suprimem a liberdade legitimando a opressão pelo "bem comum", julgam crÃticas lastreadas na verdade como atentados ao estado democrático de direito. Vivemos numa sociedade vigiada com tendências globais e transnacionais com o mundo agrupando-se em grandes blocos, porém, com ideologias simbióticas pois as incongruentes foram e estão sendo sufocadas. Desestimula-se o debate, combate-se opiniões dissonantes julgando-as irreais, falsas, crimes de ódio, teorias da conspiração, atentados contra democracia, anti-ciencias, dentre tantos outros nomes. Perseguem os opositores, censuram, prendem, tratam como terroristas idosos que usam como armas uma bÃblia, um batom ou um carrinho de pipoca. O livro esfrega nas nossas caras a realidade d'um mundo que continuamente muda seu passado onde contra-revoluções viraram golpes, onde um inocente ovo frito passou a fazer mal, depois bem, depois mal novamente e assim continuamente... presenciamos a cada dia mais ideias como "você não terá nada mas será feliz". O protagonista vê-se perdido num mundo caótico porém pujante segundo os jornais e governo, tão perdido a ponto de ingenuamente pedir para ser assistido pelo inimigo, ainda sem saber. Todavia, diferente dos heróis liberais da "Revolta de Atlas", Smith tem valores fracos aceitando torturar os inimigos, estupr@r e matar os filhos daqueles que entrarem em seu caminho objetivando a ruptura do sistema insustentável atual, tal qual Stalin e Lenin. Ainda com o pensamento de duplopensar, Smith trai sua amante e parceira afirmando categoricamente que apesar das delações - muitas delas falseadas - e da suplica de infringir sua tortura na aliada de outrora, não era traição ainda que seus pedidos desesperados não o evitariam de ser assassinato apesar da abreviação sa tortura que sofria.