Vou na contramão. O filme é genial, do ponto de vista polÃtico, social e antropológico. Uma parábola ousada de nossos tempos. Todo mundo queria um filme violento, com um coringa ainda mais delirante e psicopata do que no filme anterior. Afinal, ele encontrou dia "alma gêmea", né? Só que o roteiro atua como um espelho apontado diretamente para a nossa sociedade, cada vez mais tomada pela violência, pelo julgamento raso, pela superficialidade manipulada pela indústria do entretenimento, pelo capitalismo. Só que o coringa, nessa sequência, se mostra mais humano, conflituoso e desejoso de ter uma vida comum, com famÃlia, filhos. É aà que ele descortina a hipocrisia do público, tanto o do cinema, quanto seis admiradores na ficão. E, mais uma vez, ele é implacavelmente julgado, abandonado, excluÃdo e morto. Morto na ficção, morto na vida real, por uma sociedade acrÃtica, ou com um senso crÃtico bastante mÃope .