O filme começa bem, mostrando o embate entre Hanzo Hasashi e Bin-Han em cenas bem legais de lutas. Depois disso, o roteiro começa a construir o enredo em cima do Cole Young, que é um personagem totalmente desnecessário e fraco para a franquia. A correlação dele com os eventos do Mortal Kombat apenas delonga, de forma sofrida, o desenrolar da história até a luta que nos interessa: Scorpion x Sub-Zero. Os efeitos visuais estão bons de certa forma. As cenas de lutas são boas (principalmente com os atores que dominam artes marciais), entretanto, outras cenas são cortadas de maneira brusca ou são filmadas próximas demais dos atores, o que não nos permite observar a fluidez dos movimentos. A introdução dos personagens é feita através de pequenos conflitos e sempre existe uma auto apresentação. O roteiro é fraco, assim como algumas atuações, a exemplo de Raiden, Shang Tsung, Reiko e Mileena, totalmente dispensáveis. O que filme tem de sobra na violência, sangue e "fatalities", deixa a desejar no carisma, o que o de 1995 possui. A luta entre Jax e Reiko é ridÃcula. Sonya x Kano parece uma briga de bar. Nos resta deleitarmos com o fatality de Kung Lao e a luta entre Liu Kang e Kabal. Mas quem rouba o filme são Sub-Zero e Kano, ótimas atuações. Por fim, Mortal Kombat (2021) é um filme estranho, cheio de problemas, cortes desnecessários, sem carisma ou alma, mas que compensa com o fan service, boas coreografias nas lutas e violência gráfica nas fatalidades, com alguns momentos engraçados (graças ao ator que interpreta o vilão Kano). Nota 6.