Para mim a série deve ser lida nas entrelinhas e na compreensão das metáforas. A religião não molda o caráter. Você pode ser bom e ser ateu ou pertencer à outra religião. Você como humano e finito que é, deve aceitar que tudo que nasce tem que morrer. Vi a alegoria da caverna, onde para o padre um “anjo” o havia tocado, como alusões tanto à vida do profeta Maomé, que recebe os ensinamentos divinos do anjo Gabriel, como também à atual Pandemia do Covid-19, onde o morcego transmite o vírus ao homem e este o espalha para o resto da sociedade. Vi na loucura daqueles que achavam que todos da ilha deveriam s deixar-se inocular para se transformarem numa raça mais forte capaz de sobreviver ao apocalipse, situação similar à daqueles que lutam contra as máscaras e as vacinas. Vi na atitude do sacerdote que queria salvar o seu antigo amor para viver com ele a vida que não havia vivido, uma crítica à exigência do celibato para os padres católicos. Vi como um ateu se imolou ao sol para que outros tivessem uma chance de sobrevivência. E vi mais coisas, mas vou parar por aqui. Achei uma releitura fantástica de um tema já tão batido.