Sabe aquele filme que tem umas ideias boas, mas no fim das contas não empolga? Então,
Capitão América: Brave New World é exatamente isso. Dá até pra ver que tentaram construir algo grande, mas o resultado final é... meio qualquer coisa.
Pra começar, a trama tem potencial. O lance do tráfico de adamantium, Sam Wilson tentando se firmar como Capitão América, o governo manipulando os Vingadores, Red Hulk... tudo isso *poderia* ser incrÃvel. Só que nada realmente brilha. Parece que o roteiro está sempre correndo, jogando um monte de coisa na tela sem tempo pra desenvolver direito. A cena em que Isaiah Bradley ataca o presidente, por exemplo, poderia ser um momento impactante, mas acontece tão rápido que você mal sente o peso da traição.
Outro problema é que o filme se leva a sério demais, mas ao mesmo tempo tem uns momentos que beiram o absurdo. Tipo, Ross virando Red Hulk no meio da cidade e sendo derrotado com um golpe de asa de Vibranium? Sério? Isso sem falar que Samuel Sterns (LÃder) aparece como vilão, mas acaba sendo meio descartável. Ele tem um plano interessante, mas no fim das contas, só serve pra fazer Ross virar Hulk e depois sumir.
As cenas de ação são competentes, mas nada que empolgue de verdade. O clÃmax, por exemplo, tenta ser emocional com Sam apelando pro lado humano do Ross, mas falta peso. E o pós-créditos, jogando um "vem aà uma ameaça de outro mundo", parece mais um checklist da Marvel do que algo realmente intrigante.
No fim, o filme não chega a ser ruim a ponto de irritar, mas também não empolga o suficiente pra marcar. Dá pra ver que tentaram fazer algo grande, mas o resultado é morno, previsÃvel e com uma execução que deixa a desejar.