Acho que a diretora errou na forma em como o filme deveria ser dirigido, pois os filmes do MCU geralmente tem um clima mais leve, mais focado no público infantil, e o que temos é algo diferente de tudo o que a Marvel Studios produziu, já tem uma esfera mais dramática - e até totalmente justificável - uma vez que no filme o mundo está prestes a acabar, porém ao mesmo tempo (provavelmente por pressão da Marvel Studios) ela coloca um personagem incrivelmente chato (o funcionário do Kingo com a câmera) que teria o papel de ser o alÃvio cômico, mas falha miseravelmente nesse propósito. Os Deviantes no filme acabam tendo um papel secundário, acabam não sendo tão importantes para o enredo, e surgindo mais como uma distração do que uma peça fundamental no filme. Os efeitos visuais
e combates que o filme apresenta melhoraram bastante em relação aos outros filmes do estúdio, e os personagens são bem trabalhados levando em conta o trabalho que deve ser introduzir tantos personagens de uma única vez. Me incomoda o fato de descobrir que no filme, os eternos são seres sintéticos, não orgânicos como nos quadrinhos, além de terem seus poderes diminuÃdos, sendo seres mais fracos nos filme do que nas HQs.
Apesar dos problemas que existem no filme, acho absolutamente curioso e lamentável como pessoas declaradas cristãs decidem fazer suas crÃticas ao filme por causa da influência de mitos sumérios apresentados no filme, e também como um beijo homossexual. Por favor, se vocês não concordam com os direitos ou existência das pessoas LGBT, vão imediatamente morar na Rússia, pois o filme apenas mostra a manifestação do afeto, algo normal, na sociedade. Da mesma forma que eu repudio o preconceito e não reconhecimento da liberdade religiosa cristã em alguns paÃses, eu repudio todas as formas de perseguição e preconceito à minorias existentes em meu paÃs, que devem imediatamente, ser combatidas.
No geral o filme é muito bom para quem procura algo mais denso e adulto dentro do MCU, vale a pena assistir.